Prognóstico do primeiro dia do ano: igual aos outros. Parecia mais um domingo do que uma terça-feira, mas no resto, perfeitamente normal. Passeio de família pelos caminhos mais que velhos e gastos em busca de uma pia, como nós diziamos: Em busca da pia dourada! Não sei porquê mas há esta obcessão com o raio de uma pia para pôr no nosso jardim, aquelas coisas antigas de que os meus pais se orgulhariam se tivessem. É como a história do burro, mas isso, também eu. O meu pai sempre disse que ia comprar um burro e eu sempre quis porque acho piada tanto a cavalos como a burros e já andei numa e adorei. Oh God, que raio de post.
A verdade é que já e tardíssimo, ou melhor, é cedíssimo, já entrei no dia do aniversário do meu pai (2 de Janeiro) e ainda estou de pé. Sentada (à chinês) em cima da cama, pc em cima da almofada e telemóvel mesmo ao lado. Cabelo apanhado, ainda com os caracóis do dia anterior e com o pressentimento de que vou ter olheiras magníficas amanhã. Já pra não falar que amanhã, hoje, vou à piscina da Ana, vou mostrar a minha barriga gorda vou ter de ver o Rúben (lamento, o ódio ainda não me passou…), não sei se alguém vai falar do Filipe à vontade por causa dele, mas gostava que sim porque era uma forma mais simples de ele descobrir do que depois nos ver juntos na escola, uma vez que não sei bem como é que se vai processar o nosso ‘namorico’ no colégio.
Ah, já me esquecia, ele deve ter adormecido e não me mandou mensagem ou disse na net, ou seja, vou dormir sem receber uma mensagem de boa noite, detesto quando acontece, parece que perco o sono e fico ansiosa por não receber a mensagem. Faz-me falta.
Depois, os meus queridos e afáveis pais insistiram agora na teoria de que a natação faz milagres. Iupii. Vou ficar milagrosamente direita (sim, porque eu estou toda descaída pro lado esquerdo – escoliose) e acreditam que me vão conseguir inscrever na natação. Estabeleceram limite e tudo. Tenho até ao final da semana para escolher um horário pra ir. Culpada: irmã que pesa quase 100kg e decidiu ir para a natação, como tantas outras vezes que, por infortúnio do destino, não se concretizam. Porquê ter fé nesta?
Enfim, o que mata são as saudades do Filipe <3 I wish he could be here, next to me. E deitávamo-nos, abraçados. Quem me dera, quem me dera…