2 de Janeiro de 2008

Posted in Janeiro 2008 on Janeiro 2, 2008 by strontium

PARABÉNS PAAAAI!  O meu pai odeia o seu aniversário e tenho a leve impressão de que o ódio aumenta mediante a quantidade de anos que por ele vão passando. Por ele, pelo seu cabelo (que é cada vez menos), pela pele, pelos músculos.

 Eu não sei dar o valor, mas dizem que a idade não perdoa.

Pai e Mãe <3 

02.26h

Posted in Janeiro 2008 on Janeiro 2, 2008 by strontium

Prognóstico do primeiro dia do ano: igual aos outros. Parecia mais um domingo do que uma terça-feira, mas no resto, perfeitamente normal. Passeio de família pelos caminhos mais que velhos e gastos em busca de uma pia, como nós diziamos: Em busca da pia dourada! Não sei porquê mas há esta obcessão com o raio de uma pia para pôr no nosso jardim, aquelas coisas antigas de que os meus pais se orgulhariam se tivessem. É como a história do burro, mas isso, também eu. O meu pai sempre disse que ia comprar um burro e eu sempre quis porque acho piada tanto a cavalos como a burros e já andei numa e adorei. Oh God, que raio de post.

A verdade é que já e tardíssimo, ou melhor, é cedíssimo, já entrei no dia do aniversário do meu pai (2 de Janeiro) e ainda estou de pé. Sentada (à chinês) em cima da cama, pc em cima da almofada e telemóvel mesmo ao lado. Cabelo apanhado, ainda com os caracóis do dia anterior e com o pressentimento de que vou ter olheiras magníficas amanhã. Já pra não falar que amanhã, hoje, vou à piscina da Ana, vou mostrar a minha barriga gorda vou ter de ver o Rúben (lamento, o ódio ainda não me passou…), não sei se alguém vai falar do Filipe à vontade por causa dele, mas gostava que sim porque era uma forma mais simples de ele descobrir do que depois nos ver juntos na escola, uma vez que não sei bem como é que se vai processar o nosso ‘namorico’ no colégio.

Ah, já me esquecia, ele deve ter adormecido e não me mandou mensagem ou disse na net, ou seja, vou dormir sem receber uma mensagem de boa noite, detesto quando acontece, parece que perco o sono e fico ansiosa por não receber a mensagem. Faz-me falta.

Depois, os meus queridos e afáveis pais insistiram agora na teoria de que a natação faz milagres. Iupii. Vou ficar milagrosamente direita (sim, porque eu estou toda descaída pro lado esquerdo – escoliose) e acreditam que me vão conseguir inscrever na natação. Estabeleceram limite e tudo. Tenho até ao final da semana para escolher um horário pra ir. Culpada: irmã que pesa quase 100kg e decidiu ir para a natação, como tantas outras vezes que, por infortúnio do destino, não se concretizam. Porquê ter fé nesta?

Enfim, o que mata são as saudades do Filipe <3 I wish he could be here, next to me. E deitávamo-nos, abraçados. Quem me dera, quem me dera…

07/08

Posted in Dezembro 07 on Dezembro 31, 2007 by strontium

Boas entradas paaaah! Bora lá pa festa.

Pronto já me conformei com as saudades, ele consolou-me com conversas super interessantes =DD

Já estou toda arranjadinha, perfumadinha e bonitinha (I wish he could see me today).

Sim, já discuti com a minha irmã, por causa de uns sapatos… é normal. Quero lá saber. Hoje só tenho vontade de me embebedar, estou em casa :D

Adoro-vos amigos e Filipe <3

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Posted in Dezembro 07 on Dezembro 31, 2007 by strontium

Aaaah… Parecia um grito? Se parecia, ainda bem, era esse o meu objectivo. Raios, ele voltou sim. Mas mal consigo falar com ele e as saudades a apertar a única coisa que me consolava era a esperança de quarta-feira, de ir ter com ele e e… pronto matar as saudades todas. Agora a mãe que está sempre de férias, ele tem o inglês, lá se vai a minha quarta-feira.

E a saudadeeee…

Beber para esquecer

Posted in Dezembro 07 on Dezembro 30, 2007 by strontium

Não falar, para não lembrar.

Ocupar-me o dia todo para não pensar.

Saudade porra.

Queria dizer-te Amo-te, mas não posso, é especial e tem um timing. Quero-te muito.

Filipe <3 Filipe… se soubesses o eco que o teu nome faz na minha mente nestes dias… terias voltado e abraçavas-me e beijavas-me… quem sabe.

Márcia diz:um dia vou falar ctg na net Márcia diz:e tu vais dizer: olha eu e a susana vamos dormir[c=4]Mimeco[/c=7] diz:eu tambem vou…o filipe ja me esta a chamar! (Márcia)

Agora que falas nisso…

Posted in Dezembro 07 on Dezembro 28, 2007 by strontium

Saudade… Sara que saudades que me deste agora. Ir à praia contigo, Ericeira. Andar pra lá de um lado pro outro, apanhar um dia espectacular e eu sempre dentro de água. Tu, para variar demoras anos e anos a entrar. Tiras imensas fotos com a minha máquina, alegando que a tua não presta e não tem qualidade nenhuma… És fantástica. Fotos magníficas.

E por esta altura, lá anda a minha Marisa no Brasil! Também tenho saudades dela, sinto sempre, uma melhor amiga faz sempre falta. Só espero que ela esteja a divertir-se imenso e que tire grandes fotos!

Adoro-te Marisa

Adoro-te Sara

                                                                 Filipe <3

<3

Posted in Dezembro 07 on Dezembro 28, 2007 by strontium

Tenho medo que isto se torne um vício. Escrever escrever. Parece que despejo aqui a minha alma e sinto-me leve mas ao mesmo tempo não receio que o que contei seja divulgado ilicitamente. É reconfortante.

O Filipe, o Filipe… tenho saudades dele e este sentimento a crescer dentro de mim, dentro do que é mais profundo em mim, faz-me crer que sim, que vamos ser alguma coisa, que eu gosto mesmo muito dele .

A minha irmã chegou! Teve alta, definitivamente espero… Novo caminho pela frente. Só espero que seja melhor e mais calmo.

Ok, isso pensava eu, ja tinha publicado o post mas vim já editar porque ela voltou e em grande, de péssimo humor.

Ai

Se eu não me contenho e se ela não se contém (comum) a coisa não vai correr bem.

Mas estava eu a falar do Filipe, quem me der estar com ele agora, tenho mesmo muitas saudades e apetece-me estar sempre a falar com ele, apetece-me beijá-lo e ensinar-lhe o pouco que sei sobre o meu próprio corpo. Sim, é cedo, eu sei…

Mas cresce cresce…

Pergunto-me se um dia vou ser capaz de lhe mostrar tudo o que escrevo. Acho que sim, foi com naturalidade que falei sobre tudo o que se passou.

Quarta-feira, quarta-feira… 2 de Janeiro… Humhum :) vou estar com ele. Vou a casa dele e, sim vamos passar a parte dos beijinhos. Só vamos até onde eu quero, passo o tempo a tentar convencer-me disso mas no fundo, receio a desilusão de ele avançar menos do que eu penso.

Prometo novidades :D

Be cool…

Posted in Dezembro 07 on Dezembro 28, 2007 by strontium

Ontem, depois de chorar imenso enquanto escrevia o primeiro post, fui ver séries, fui falar com o Filipe, com o André, com a Sara… Fui dormir. Descansei e agora as minhas ideias estão mais claras, limpas.

Ontem a descoberta, hoje tenho de acabar com o pensamento ridículo que me prendeu nesta sensação de impotência perante os problemas da minha irmã, o problema chamado da família.

Ultrapassei.

Agora é seguir em frente, de cabeça erguida (como sempre me ensiram) e como se diz cá em casa: “Dar o corpo às curvas“.

Uma nega a Físico-química, disciplina específica. É o primeiro período e é incrível a rapidez com que comecei a pensar em repetir o 11.º ano para fazer melhorias. A minha idiotice durante estes tempos transcende-me.

Eu, pessoa calma e sã, que sempre olhou para os problemas com sensatez e sempre os enfrentei, para o bem e para o mal, nada ficaria por dizer ou fazer. Acobardei-me tanto desde Agosto… Fechei-me . E agora vou voltar à minha vidinha, voltar a ser feliz e sentir-me realizada!

O Filipe, o Filipe… o sinal que eu precisava, a pessoa mais calma e descontraída que eu conheço (eu costumava ser assim). E ele veio ter comigo, à chuva, escondidos dentro da camisola dele, aconteceu, aconteceu o que ninguém esperava (excepto o André, que vê romance em todo o lado). Um beijo, um beijo daqueles que não são de 16 anos, que não se dão por dar ou para provar algo.

Eu sei que não o amo agora, sei que, possivelmente ele ainda me adora mais do que eu a ele, mas eu preciso dele… Sei que ele me compreende, não me pressiona e não me obriga a nada, não tenho de estar 24h em contacto com ele e tenho todas as garantias de que, simultaneamente, ele pensa em mim e ele deseja-me tanto quanto eu a ele.

Adoro-te Filipe <3

E o Rúben, a desilusão que acabou. Acabava por ser uma desilusão constante, um peso sobre os meus ombros, um dos quais eu consegui aliviar mais cedo. Estou feliz por ter acabado, contente por ter memórias felizes de boas gargalhadas e orgulhosa por ter tido o meu grande primeiro amor e ter saído ilesa dele. Agora sim, posso agradecer à minha irmã que me deu esse exemplo: Obrigada .

E as coisas vão acontecendo, e vamos descobrir-nos um ao outro ao longo do tempo… com o tempo, com toda a calma que nos caracteriza.

Mana

O início

Posted in Dezembro 07 on Dezembro 27, 2007 by strontium

Início de tanta coisa… Comecei hoje a escrever aqui, inspirei-me na Sara, realmente ela é fantástica a escrever. A Marisa está no Brasil. A minha irmã, em Telheiras (digo isto como se fosse normal estar numa clínica, como quem diz a tratar-se).

 Tratar-se? Do quê? Doença bipolar, é crónica. É controlável? É. Sempre? Não. Qual é a fase mais acentuada? No caso da minha irmã é a depressiva.

“Ah então têm muita sorte, a fase maníaca dá pra fazer coisas que não cabem na cabeça de ninguém”. Obviamente, o suicídio é incrivelmente natural e humano. Eu acredito que tudo isto pareça simples e que todos consigam aconselhar muito bem e dar o seu ombro amigo e dizer: vai passar, vai passar, ela vai ficar melhor, vais ver. E eu finjo acreditar e digo que sim, que espero que sim.

Mas não consigo, é isso, eu não consigo. Eu não consegui digerir a cena que vivi em Agosto de 2007. Estava eu de férias e vejo a minha irmã a tentar suicidar-se, a fugir de casa em direcção à linha do comboio e a voz (a voz de desespero e ao mesmo tempo tão profunda) da minha mãe, que gritava o nome

 Marisa, Marisa, onde é que tu foste filha?

E eu corria, corria sem saber pra onde ir, o meu coração com o receio de que tudo se realizasse, os medos, os temores que vivemos durante meses e meses. O queres correr e gritar por ela e não conseguir. E desesperar? Fazer o que?

Encontrá-la, agarrá-la, falar-lhe (sem ela ouvir)… Ver o olhar discriminante das pessoas que julgam, julgam sempre sem saber (erro humano e frequente). E sentarmo-nos no chão, chorar juntos, perguntar, perguntar…

Porquê Marisa? Porquê desistir? E nós?

E ela não respondia, ela queria sair dali, sozinha, queria consumar o seu desejo, queria enfim morrer. Como? Pensei eu, como é que ela quer morrer? A minha irmã, com quem eu passo metade do tempo a gritar e a dizer coisas que não devia, a minha irmã para quem eu nem sempre tenho paciência. E o desejo perto de se realizar e eu que não lhe disse o quanto gosto dela, o quanto ela é importante para mim e quão bom é o seu exemplo. E choro, choro sem conseguir parar…

A minha irmã, porquê? Eu não consegui digerir, foi isso. Eu não estou a conseguir ainda. Eu li a carta que ela me deixou. Eu li que ela queria que eu nunca deixasse de lutar.

Eu luto? Eu estou somente perdida. Com a vontade extasiante de arrancar de dentro de mim estes pensamentos e incertezas. Porque eu não sou como todos pensam, eu não sou forte, eu não sou de pedra, eu estou desesperada por dentro, grito na tentativa de que alguém me ouça, sorrio para que não me desmascarem. Todos dizem que sou uma ’esponja’, sim eu absorvo os problemas dos outros. E depois? quem cuida dos meus? Eu não sou capaz, não sou… Não vejo soluções e apetece-me chorar agora mais do que nunca.

Ver o carro chegar perto de nós, os gritos do meu pai. O que ele dizia, o desespero no seu coração de pai (forte) mas cansado… Queria bater-lhe, bateu-lhe. E daí? Ela queria, ela queria… Deitaram-na, não me queriam ali, não me queriam a ver aquilo. Eu subi, fui dar-lhe os comprimidos, ela não me olhou. Olhou a caixa ridícula com as letras dos dias da semana marcadas e as diversas tampinhas, aquele olhar, aquele olhar…

Profundo, vazio ou cheio de raiva. Não sei, nunca soube decifrá-lo. 

Hospital uma noite inteira, como tantas outras, fiquei em casa, liguei a quem não devia, chorei mais… Desesperei, deixei de pensar.

Lá acalmam-na e depois? Vem melhor? Não. Ela sabia que nessa noite não ia conseguir, que íamos atrás dela, ela sabia que não era assim que tinha planeado. Eram os comprimidos, os comprimidos, a cura que ia tornar-se veneno num dos dias em que se encontrasse em casa sozinha. E não tinha feito já por causa da minha mãe, porque a minha mãe é a única que a compreende. Eu não. Eu não faço parte do que a faz querer viver… Eu não o posso evitar, eu não posso fazer nada, sou inútil. Invisível.

E ela dizia que choravamos uma semana e depois passava…

Passaram-se meses, não aconteceu, e eu choro agora. Porque agora vi que não sou nada. Porque agora explodi. Porque, ao mesmo tempo, percebi que tenho de existir. Mas ainda continuo sem um motivo para tal. E choro.

 Foi isso que eu não ultrapassei, foi o pensar que não sou um motivo para que ela queira viver. Não sou nada. Que não importo, que não a compreendo, que não a ajudo. Sou daquelas pessoas que ficaria com um grande acumulado de sentimentos por mostrar, palavras por dizer

 E tenho tanto para revelar. Tanto que eu queria dizer. Mas ainda mais por perceber. Perceber a minha essência que não entendo de forma alguma. Eu queria tanto poder mudar aquele pormenor. Queria tanto ser um dos motivos pelos quais ela viveria… Mas não sou,

não sou nada…